Impermeabilização
Impermeabilização é o que separa uma construção que dura décadas de uma que começa a ter problema em poucos anos. Água é o inimigo número um das estruturas — entra por lajes, paredes, fundações, corrói a armadura de ferro do concreto, alimenta bolor e compromete a estrutura progressivamente sem que o morador veja nada até virar problema grande.
Os sistemas de impermeabilização variam com o tipo de superfície e o grau de exposição à água:
- Manta asfáltica — pra lajes de cobertura, terraços expostos e calhas. A mais resistente pra áreas de alto volume d’água
- Impermeabilizante líquido — pra boxes de banheiro, paredes de reservatório, rodapés. Prático e rápido
- Cristalizante — penetra no concreto e forma cristais nos poros, bloqueando a passagem de água. Indicado pra reservatórios e piscinas de concreto
- Argamassa polimérica — produto cimentício com polímero, aplicado a pincel, ótimo pra piscinas e paredes subterrâneas
- Injeção de poliuretano — pra trincas ativas (que têm água passando agora). O PU reage com a água e expande, vedando a fissura no momento da injeção
Exemplo prático: apartamento no 3º andar onde o piso do banheiro sempre molha o teto do vizinho de baixo. O serviço correto é picar o revestimento do banheiro, verificar se há trincas no contrapiso, aplicar argamassa polimérica em duas demãos, esperar a cura e só então revestir novamente. Fazer impermeabilização por cima do piso existente é paliativo — vai voltar a vazar em 6-12 meses.
A impermeabilização preventiva em obra nova é sempre mais barata que o reparo depois. O custo de impermeabilizar uma laje nova é cerca de 10-15% do que custa resolver infiltração depois de dois anos de uso.