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BDI

BDI (Bonificação e Despesas Indiretas) é o percentual que o empreiteiro ou empresa de construção adiciona sobre o custo direto da obra — que inclui mão de obra e materiais — pra cobrir despesas que não aparecem na conta do tijolo e do cimento.

O que está dentro do BDI:

  • Administração central (escritório, contador, gestão)
  • Impostos (ISS, PIS, COFINS, CSLL — dependendo do regime tributário)
  • Garantias e seguros
  • Risco da empreitada (imprevisto, flutuação de preço de material)
  • Lucro do contratado

Qual BDI é justo?

Pra obras residenciais com empreiteiros pequenos (MEI ou pessoa física), o BDI implícito costuma variar de 20% a 35%. Em empresas de construção maiores, pode chegar a 40-50%. O SINAPI usa referências de BDI pra obras públicas que servem de parâmetro — em torno de 22% a 28% pra obras residenciais.

Por que você precisa entender o BDI:

Quando você compara orçamentos, precisa saber se estão falando de custo direto (sem BDI) ou preço final (com BDI). Empreiteiro A que cota custo direto de R$ 80.000 com BDI de 30% vai cobrar R$ 104.000. Empreiteiro B que cota R$ 95.000 “tudo incluído” pode estar mais barato — ou pode estar escondendo BDI maior dentro do preço direto.

Como usar isso na negociação:

Peça que o orçamento discrimine custo direto e BDI separadamente. Se o BDI parecer alto, pergunte o que está incluído. Empreiteiro informal que trabalha como pessoa física com CPF não paga ISS — então um BDI de 40% pra ele é difícil de justificar.

Exemplo prático: um morador recebeu dois orçamentos pra reforma de apartamento em SP: R$ 62.000 e R$ 78.000. O mais barato usava mão de obra sem nota e material sem recibo — BDI zerado, impostos zerados. O mais caro incluía nota fiscal, seguro de responsabilidade civil e garantia de 1 ano. Com CDC garantia em mente, o morador escolheu o segundo.